É uma pergunta válida. Especialmente hoje. É daquelas coisas que contadas ninguém acredita, ou melhor, quase ninguém. Ou talvez não. Depende do contexto... qual? O do café. Quem nunca ouviu as deliciosas aventuras e desaventuras, de um certo lusitano, na incessante procura de uma certa bebida, que, por razões que ultrapassam a compreensão do comum dos mortais, é regalo quase obrigatório, ou por outras palavras, institucional, em pátria lusa, ou no que resta da mesma. Enfim, hoje, no final do der zweite, por razões temporais, leia-se estar atrasado, e por demanda de um certo buraco matinal, entrei num Starbucks e, ainda me custa a acreditar, saí do mesmo com um latte, sim, não passa de café com leite mas pronto, e lá fui eu, em plenas ruas de Boston, a arrepiar de frio e com aquela mistela na mão, a caminho do Goethe-Institut. E pronto, se virem uma galinha com dentes, já sabem, Ich ging zu Starbucks.
PS1: Este texto é inspirado nos artistas dos textos longos e dos parágrafos intermináveis. A diferença é que eles sabem-no fazer como deve ser.
PS2: Fotografia retirada daqui.
Há já quase três meses que ando por terras do tio Sam, na cidade considerada como a mais europeia cá do sítio. Não sei se será a mais europeia mas que é americana, isso é de certeza. Todos os detalhes que nos fazem lembrar este lado de cá do Atlântico estão sempre presentes. Sim, porque são os detalhes que fazem a diferença. Desde o simples acto de ir tomar um café, perdão, água suja com um aromatizante de café, e que custa mais do que várias bicas juntas, da voz no metro a dizer que a segurança depende de todos e, como tal, denuncie sempre o que considerar estranho, até ao clássico super-mega-XL para tudo e mais alguma coisa. É a terra da liberdade e das oportunidades onde tudo se paga, tudo se consome, tudo se desperdiça e andam todos convencidos que o sítio, sim este, é o melhor do mundo. Enfim...
Navegar navegar
Mas ó minha cana verde
Mergulhar no teu corpo
Entre quatro paredes
Dar-te um beijo e ficar
Ir ao fundo e voltar
Ó minha cana verde
Navegar navegar
Quem conquista sempre rouba
Quem cobiça nunca dá
Quem oprime tiraniza
Naufraga mil vezes
Bonita eu sei lá
Já vou de grilhões nos pés
Já vou de algemas nas mãos
De colares ao pescoço
Perdido e achado
Vendido em leilão
Eu já fui a mercadoria
Lá na praça do Mocá
Quase às avé-marias
Nos abismos do mar
Navegar navegar...
Já é tempo de partir
Adeus morenas de Goa
Já é tempo de voltar
Tenho saudades tuas
Meu amor
De Lisboa
Antes que chegue a noite
Que vem do cabo do mundo
Tirar vidas à sorte
Do fraco e do forte
Do cimo e do fundo
Trago um jeito bailarino
Que apesar de tudo baila
No meu olhar peregrino
Nos abismos do mar...
Navegar navegar
de Fausto
PS: Por agora este blog encerra a sua actividade...
Depois de uma curta passagem pela Áustria, lá fui para a Alemanha. Devia ter apanhado um comboio logo em Salzburg em vez de voar para Colónia e só depois ter ido de comboio para Dortmund. Sim, a viagem teria sido muito longa mas também mais interessante. Já nem sei porque na altura em que comprei os bilhetes assim fiz. Talvez por causa do preço mas se fosse hoje, nem mais barato teria ficado. De Colónia a Dortmund foi um instante. Esta foi a primeira vez que estive mais a norte. O sul da Alemanha é mais bonito mas graças ao bom tempo que se fez, deu para apreciar bem as diferenças. Dortmund em si não tem nada de especial mas devido à conferência nem tive tempo de ver a cidade. Fui chegar e partir. O regresso a Lille, este sim todo em comboio, foi cansativo mas agradável. Quero dizer, até entrar na Bélgica. Não sei quem detesto mais, se os franceses ou os belgas. Pelo menos os da parte francesa. São mesmo intratáveis. Sem falar que têm comboios ainda dos anos 60 (sim, este em que andei era de 63). Andam, mas não são nada confortáveis. Daí o cansaço.
A semana passada estive uns dias na Áustria com a C. Chegamos a Vienna Quarta de noite de onde saímos na Sexta. De comboio lá fomos para a Styria com as suas magníficas paisagens verdejantes. Infelizmente apenas deu para ficar muito pouco tempo em Donnersbach e Domingo lá fomos para Salzburg. Gosto muito de andar de comboio na Áústria, sobretudo pelas paisagens mas também, não sei bem porquê, pelo ambiente dos comboios que é sempre agradável. De um modo que quando chegamos ao destino não nos importaríamos de repetir a viagem.
... nas convenções das presidenciais do outro lado do Atlântico, nada como relembrar certas coisas com piada (ou não).
O colorido do verão já se está a ir embora. Esta semana já raramente se teve um dia com sol. As nuvens e o cinzento são a presença constante. Felizmente não chove e nem faz frio. Mas desconfio que dentro de muito pouco tempo já nem isso será verdade. Também já há mais pessoas nas ruas, não fosse este o final de Agosto. Espero não ter de ficar por aqui muito mais tempo...
Campeão!! 17,67m!! Parabéns Nélson!! :-))
Juntei-me ao tumblr. e criei, salvo seja, uma espécie de agregador de todos os blogs/webpages, como se fossem assim tantos, de modo a ter num único sitío todo o conteúdo gerado por mim. Mas a grande vantagem, finalidade se assim quisermos dizer, é poder adicionar coisas que não fazem sentido neste blog, no leituras curiosas e na pagina de investigação. Pequenas coisas como citações, comics, alguns links e, até mesmo texto! Ou talvez seja uma forma de desculpar a preguiça de escrever nos verdadeiros sítios :-D De qualquer modo, apareçam pelo http://jorgetavares.tumblr.com e espero que gostem!! :-))
Hoje fartei-me. Só volto a viajar na easyJet em caso de extrema inevitabilidade. Após quase sete horas de atraso com um bilhete de TGV perdido pelo meio, lá consegui chegar a casa. Das duas primeiras vezes que em que se atrasaram ainda dei o benefício da dúvida. Visto que a razão principal foi o mau tempo (embora pensando bem, se o check-in tivesse começado a horas talvez não se tivesse apanhado o mau tempo...) mas após mais três viagens com dois atrasos, a dúvida desfez-se. Para mim, easyJet nunca mais!
Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar
Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Estou além
António Variações
Este fim de semana estive na Irlanda e o cenário pelas ruas era, um pouco por toda a parte, este. O duelo do Yes to Lisbon e do No to Lisbon só me trazia à memória os referendos em Portugal. E neste caso em particular, o bonito sistema político e democrático português. Sistema esse, que do alto do seu altismo considerou que os seus cidadãos não são adultos para poderem decidir. Não deixa de ser irónico que para os colocar lá o povo tem sempre razão e decide bem... Não serve de consolo o facto de Portugal, neste particular, ter sido o espelho da Europa. Pelo contrário, entristece-me e preocupa-me o rumo desta Europa. A Europa dos tecnocratas, do politicamente correcto, da diplomacia ineficaz, e sobretudo, da Europa a duas velocidades. Os grandes e o resto. Não sei qual será o resultado deste referendo mas pelo menos os Irlandeses tiverem a oportunidade de se expressarem sobre o que querem. O resultado em si, embora muito importante, torna-se irrelevante perante o acto. A democracia não deve ser apenas bonita no papel.
PS: Outro aspecto interessante é a forma como este referendo acabou por publicitar a cidade de Lisboa. Tendo em conta certos cartazes, tenho dúvidas se foi algo positivo.
Hoje faz meio ano que cheguei a Lille. Curiosamente como forma de comemorar o tempo está igual ao dia em que saí do TGV de Bruxelas e cheirei pela primeira vez os ares desta cidade au carrefour de l'europe. Por outras palavras, está a chover. A terra dos Ch'tis é agradável mas como eles próprios admitem, é uma terra de passagem.
Descobri que Lille anda nas bocas do mundo mas não pelas melhores razões. No final desta semana foi tornado público que o tribunal de Lille declarou como nulo um casamento. O problema reside no motivo invocado pelo marido: a esposa mentiu em relação à sua virgindade! O homem em causa considerou que não queria um divórcio e como tal pediu a anulação do casamento. O incrível nesta estória toda nem é o motivo em si, já de si ridículo. Infelizmente existem situações bem piores no mundo islâmico (basta relembrar os casos das mulheres assassinadas pelos chamados "crimes de honra"). O problema é um tribunal francês aceitar isto! O "multiculturalismo" no mau sentido, o políticamente correcto, o medo, estão a ganhar espaço. Escusado será dizer as consequências nefastas que isto traz embora muito boa gente continue a agir como a avestruz.
Este é um novo blog pessoal que criei. Nele vou escrever algumas notas sobre os livros que acabei de ler no momento. Ainda não sei se vou escrever sobre os livros que li antes da criação deste novo blog. Talvez sim, talvez não. No entanto, convido todos a dar uma vista de olhos. Pode ser que se sintam atraídos por alguma leitura curiosa!
PS: Sim, são em alemão ;-)